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Tratamento minimamente invasivo para insuficiência mitral no coração chega a hospital

As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos, segundo o Ministério da Saúde. Entre elas, destaca-se a insuficiência mitral, condição em que a válvula mitral não se fecha corretamente, provocando refluxo de sangue no coração. Esse quadro pode comprometer significativamente a qualidade de vida, causando sintomas como falta de ar, cansaço e limitações nas atividades do dia a dia.

Para pacientes com esse diagnóstico, especialmente aqueles sem indicação para cirurgia convencional, uma alternativa menos invasiva já está disponível na região. O Hospital Unimed Volta Redonda realizou o primeiro procedimento com MitraClip de sua história, técnica que corrige a insuficiência mitral por meio de cateterismo, sem necessidade de cirurgia aberta.

A intervenção foi conduzida pelo cirurgião cardíaco e médico cooperado Jean Pierre, que explicou que o caso envolvia insuficiência mitral significativa. “Esse foi o primeiro MitraClip realizado no Hospital Unimed Volta Redonda. Tratava-se de um caso de insuficiência mitral importante. Foram implantados dois dispositivos, e o resultado foi espetacular. O procedimento é feito por cateterismo, sem cirurgia aberta, reduzindo o refluxo da válvula mitral e melhorando sintomas como falta de ar e cansaço, além da qualidade de vida do paciente”, destacou.

A paciente Marlene, de 77 anos, foi a primeira a passar pelo procedimento na unidade e relata uma recuperação positiva:
“Em uma segunda-feira, fui submetida a uma cirurgia cardíaca no Hospital Unimed Volta Redonda, na qual foram colocados dois MitraClips para corrigir o funcionamento da válvula mitral. A cirurgia foi um sucesso, não tive nenhum problema e passei muito bem durante os dias de internação. Tive alta na quarta-feira, e o pós-operatório foi normal, sem intercorrências. A cada dia que passa, consigo cumprir meus compromissos como se não tivesse sido operada. Agradeço à equipe médica pela qualidade de vida que voltei a ter”, celebrou.

Para o presidente da Singular, Vitório Moscon Puntel, a realização do procedimento representa mais um avanço na qualidade e na ampliação da assistência a pacientes cardiológicos no hospital. “A realização do primeiro MitraClip em nosso hospital demonstra o investimento contínuo em tecnologia, inovação e qualificação das equipes. Nosso objetivo é oferecer à população da região procedimentos cada vez mais modernos e seguros, evitando que os pacientes precisem se deslocar para grandes centros para esse tipo de tratamento”, afirmou.

A diretora da unidade, Isis Rosemeri Lassarote, ressaltou que o avanço é fruto de planejamento aliado à atuação qualificada das equipes médicas e assistenciais. “Esse é um momento muito importante para a nossa instituição. A realização do primeiro MitraClip é resultado de estrutura adequada e da dedicação de uma equipe altamente capacitada. Seguimos avançando para oferecer uma assistência cada vez mais completa aos nossos pacientes”, disse.

O hospital também realiza o procedimento TAVI (Implante Transcateter de Válvula Aórtica), outro método minimamente invasivo. Vale destacar que o procedimento com MitraClip não faz parte do Rol de cobertura obrigatória da ANS.

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