Novembro Azul: Médico fala sobre a importância do diagnóstico precoce

A campanha Novembro Azul é um convite para falar sobre saúde com clareza e responsabilidade. Sabe-se que esse mês sempre traz muitas dúvidas para os homens — e isso é natural. Pensando nisso, o médico urologista Walid Khenaifes explica, de forma simples e direta, as questões mais comuns sobre o tema.
Por que é importante falar sobre o cuidado com a saúde do homem, principalmente no mês de novembro?
“É importante ressaltar que há dados que dizem que, a cada sete homens, apenas dois ou três procuram um urologista. E, desses sete homens, pelo menos um terá câncer de próstata. A importância da rotina anual não é a prevenção de um possível câncer, mas sim garantir que, caso o paciente desenvolva a doença, o diagnóstico seja feito de forma precoce, aumentando a chance de cura para 90 a 95%”.
Qual é o momento ideal para o homem procurar o urologista, visando ao diagnóstico precoce do câncer de próstata?
“A partir dos 40 anos de idade. Geralmente, começamos solicitando um exame de PSA no sangue do paciente. Em alguns casos, o toque retal é realizado de forma mais precoce — como em pacientes afrodescendentes, obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata”.
Em caso de diagnóstico positivo para câncer de próstata, como é feito o tratamento?
“Existem vários tipos de tratamento: desde tratamentos paliativos e oncológicos, com radioterapia, até tratamentos cirúrgicos, como cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica. Tudo depende de cada caso, do grau histológico desse câncer e da consulta e relação médico-paciente, que definirão a melhor abordagem para aquele caso, para aquele paciente”.
O médico ainda lembra que a consulta com o urologista envolve homens e mulheres, além de abranger doenças benignas e malignas.
“Mas, focando no Novembro Azul e no câncer de próstata, o homem precisa entender que, quando o câncer apresenta sintomas, em 90% dos casos a doença já está metastática. Então, ele deve colocar na cabeça que a consulta anual é importante não para prevenir a doença, mas para garantir o diagnóstico precoce. Se isso ocorrer, a chance de cura chega a 90 a 95%”, finaliza Walid Khenaifes.
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