boletins2026_Singular em Foco Site

Hospital recebe visita da Central Estadual de Transplantes

O Hospital da Unimed Costa do Sol, em Macaé, dá um novo passo na área de transplante de órgãos e tecidos. Para isso, o movimento de infraestrutura, equipe e treinamento precisa estar vinculado ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), órgão que apoia as centrais estaduais, do Ministério da Saúde. Para dar andamento neste credenciamento, a operadora recebeu a visita in loco, no dia dia 2 de dezembro, do técnico da central de transplantes da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para realizar uma vistoria das condições do hospital, referentes a infraestrutura física e certificações de qualidade.

A visita técnica antecede a elaboração de relatório, que será enviado à Brasília, para que a coordenação do SNT credencie o hospital para realizar transplante de medula óssea, tratamento que pode ser indicado para algumas doenças tratadas pela onco hematologia, como leucemias e linfomas. Essa nova etapa de atendimentos em saúde é um importante avanço para a região norte-fluminense.

Para o médico intensivista e coordenador das UTIs do HUCS e diretor do Centro de Estudos e Pesquisas (CEP), Joel Tavares, que acompanhou a visita técnica, as áreas percorridas foram a UTI adulto, o andar onde vai ser localizada as duas salas, que tem câmera de pressão negativa e positiva; e dois leitos do quinto andar, que seriam direcionados para esses pacientes. “Porque, para fazer este procedimento, os pacientes acabam perdendo toda a imunidade por meio de medicamento para que depois recebam a medula. Então, para a unidade, receber esse tipo de procedimento de alta complexidade, muda o patamar, não só de atendimento, mas também do ponto de vista regional a gente dá um salto. Não se faz transplante de medula desde Itaperuna até Niterói”.

O médico especializado em hematologia e transplantes, Luis Fernando Bouzas, que trabalhou durante 40 anos no Ministério da Saúde, e hoje é o responsável pelo setor de transplantes do HUCS, explicou que a visita técnica é primordial para o hospital estar credenciado e iniciar os transplantes. “Vem um técnico da central de transplante fazer a visita. Esse técnico vai emitir um relatório, que é assinado pelo coordenador da central do Rio de Janeiro e, uma vez assinado e aprovado, o documento vai da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro até Brasília, via Ministério da Saúde, onde a coordenação do SNT assina o documento. Assim, nós estaríamos credenciados para realizar os transplantes”, explicou. Uma vez publicada no Diário Oficial, a equipe do hospital passa a ter condições de atuar nessa área.

O Hospital Unimed Costa do Sol (HUCS), por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde (MS), também já recebeu autorização para realizar retirada e fazer transplante de rim em pacientes renais. As autorizações foram concedidas no dia 7 de outubro, pela Portaria SAES/MS nº 2.143, e terão validade de dois anos. A importância desses avanços para a unidade é inquestionável. “Você está em um grande hospital. O hospital está investindo em alta complexidade, e essa área de onco hematologia e transplante e terapia celular faz parte da alta complexidade do momento. Sabemos que essas doenças onco hematológicas vão assumir um papel importantes em termos de mortalidade. Em 2030, era previsto que o câncer talvez fosse a primeira causa de mortalidade. E o que acontece é que a gente tem uma inversão da pirâmide populacional e as pessoas estão vivendo mais e vão ter mais câncer”, explicou Luis Fernando.

O transplante é um procedimento que faz parte da maioria dos protocolos de câncer, principalmente dos linfáticos, linfomas, e da medula óssea como leucemias, mielomas, falência da medula. De acordo com Luis Fernando Bouzas, de 80 a 100 doenças já possuem indicações de transplantes. “Você não tem nenhuma unidade especializada, no Norte Fluminense, para esse tipo de procedimento. Tem uma população razoável, aqui na Região dos Lagos, Campos, Itaperuna. Tem hospitais, mas não tem o procedimento. Então, o que está acontecendo é que os pacientes precisam se deslocar para Niterói, Rio  ou Volta Redonda, que são as unidades maiores do estado, o que é um transtorno para esses pacientes”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.