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Profissional aborda sobre obesidade infantil

Em junho, o mês do Dia Mundial da Obesidade, o Brasil acende um sinal de alerta. Segundo a Federação Mundial de Obesidade, o crescimento anual, até 2035, da obesidade infantil, no país, é de 4,4%, o que classifica um nível alto. Nas crianças, já são 6,4 milhões com sobrepeso e 3,1 milhões com obesidade. Essa alta prevalência acarreta diversas complicações e doenças. Para falar um pouco mais sobre o assunto, a Unimed Nova Iguaçu entrevistou a Pediatra e cooperada, Taissa Castanha Bonoso.

A obesidade é caracterizada pelo excesso de gordura corporal em crianças com até 12 anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa é considerada obesa quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de 30. A doença ganhou o status de epidemia, em decorrência do aumento do número de crianças obesas em todo o mundo. Atualmente, é considerada um grave problema de saúde pública. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças de cinco a nove anos está acima do peso.

Segundo Taissa, uma das formas para que os pais consigam acompanhar e se atualizar das informações sobre o tema, é verificando a caderneta de vacinação infantil. “Nela, temos o gráfico de Índice de Massa Corporal (IMC), que é uma importante informação a ser acompanhada pelo médico pediatra nas consultas de rotina. O cálculo é muito simples, basta pegar o peso e dividir pela altura ao quadrado. Dessa forma, é possível verificar a evolução da criança, fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento específico, se for o caso”, explicou.

Quando falamos de crianças, o cenário se torna mais grave já que a saúde começa a sofrer mais cedo com os problemas causados pelo sobrepeso, em uma fase da vida em que a criança deveria estar em pleno desenvolvimento físico. A profissional contou que uma criança obesa tem mais facilidade de desenvolver doenças severas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes, aumento do colesterol e do triglicerídeos. Também é necessário considerar questões psicológicas, como a baixa autoestima, o isolamento social e os transtornos alimentares.

“Há uma frase que para mim faz todo o sentido. ‘Todos nós devemos descascar mais e desembalar menos’, ou seja, adotar hábitos alimentares mais saudáveis e eliminar os produtos industrializados. É necessário estimular a alimentação saudável dentro e fora de casa, além da prática regular de atividade física, como nadar, caminhar, andar de bicicleta, jogar futebol, dentre outros esportes. Tudo isso trará melhorias importantes para a vida das crianças. Os pais também precisam dar bons exemplos e levar os filhos às consultas periódicas ao pediatra. É fundamental ressaltar que todo cuidado é um ato de amor”, finalizou.

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