Cardiologista compartilha conhecimento sobre hipertensão arterial

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial é celebrado no dia 26 de abril. Segundo o Ministério da Saúde, 32% da população adulta brasileira, ou o equivalente a 36 milhões de indivíduos, são portadores da doença, mas apenas 10% fazem o controle adequado. Para compartilhar conhecimentos sobre o tema, a Unimed Nova Iguaçu convidou a cardiologista e cooperada, Alexandra Cunha Marinho.
De acordo com a especialista, a hipertensão arterial, ou pressão alta como é conhecida, é uma doença crônica, caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. “Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg, ou quatorze por nove”, explicou.
Questionada sobre os riscos que a doença pode oferecer, Alexandra contou que, quando não controlada, podem ocorrer um acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e, até mesmo, insuficiência renal, levando à hemodiálise.
Alguns sinais para identificar a doença podem variar de tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão. Contudo, a hipertensão geralmente é silenciosa, logo a importância de medir, regularmente, a pressão arterial.
“Obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. O sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença. O consumo exagerado de sal, associado a hábitos alimentares não adequados também colaboram para o surgimento da doença”, disse.
- Existe prevenção?
A profissional ressalta que manter o peso ideal, fazer atividade física regular, diminuir o consumo de sal, evitar bebida alcoólica e não fumar são algumas das ações que podem ser feitas para prevenir a pressão alta. “Por isso é importante procurar o médico, de forma regular, para acompanhar a sua saúde, verificar a pressão e reduzir os riscos que a doença pode ocasionar. A hipertensão arterial é uma doença que não tem cura, porém tem controle”, compartilhou.
Dessa forma, é fundamental cultivar hábitos saudáveis e usar a medicação prescrita pelo médico, para que dessa forma seja possível evitar o agravamento da doença.
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