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Unidade é a primeira a realizar transplante Músculo-Esquelético da região

O paciente Noel Pires Duque da Unimed Volta Redonda, de 24 anos, sofreu uma queda em um campeonato de futsal, que ocasionou uma lesão na articulação acromioclavicular, localizada na parte superior do ombro. Um ano após o acidente, surgiu a possibilidade de realizar o transplante músculo-esquelético, com enxerto de tecido osteomuscular na unidade.

Em janeiro, o hospital recebeu a autorização do Ministério da Saúde (MS) para realizar o transplante, sendo a primeira da Região Sul Fluminense com a permissão. O primeiro procedimento foi realizado pela equipe cirúrgica do hospital, que utilizaram uma técnica de reconstrução dos ligamentos para tratamento da luxação acromioclavicular crônica, usando um enxerto de tendão fornecido pelo banco de tecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro. A equipe foi comandada pelo médico cooperado e cirurgião ortopédico, Fabiano Claudio Pereira, que também atua no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), como médico ortopedista do Grupo de Ombro e Cotovelo.

Após a cirurgia, o paciente segue em recuperação e já planeja suas atividades para os próximos meses. “Sonho todos os dias em voltar a jogar futebol. É o que faço desde os meus 6 anos e, infelizmente, parei por conta da lesão. O transplante com o enxerto foi uma esperança. O médico conversou sobre essa possibilidade e me tirou as dúvidas sobre o procedimento, o que me deixou mais tranquilo no dia da cirurgia. Fiquei muito feliz por ser o primeiro paciente a realizar o transplante na região Sul Fluminense. Foi um privilégio ter essa oportunidade, já que não é um procedimento tão acessível, disponível somente em alguns lugares do país”, contou.

Responsável pelo procedimento, Fabiano Claudio Pereira explicou que o transplante músculo-esquelético apresenta mínima chance de rejeição para o paciente, sem a necessidade da utilização de medicamentos imunossupressores. “O organismo do paciente absorve o tecido que foi transplantado, e, caso tenha alguma intercorrência, é possível rastrear todos os enxertos do doador para identificar o que aconteceu”, disse. O médico completou dizendo que o transplante músculo-esquelético tem várias possibilidades, e a equipe realizou o de tendão.

Para o presidente da Sngular, Vitório Moscon Puntel, a realização do transplante na unidade reforça, mais uma vez, o forte investimento da em diferenciação, com intuito de que o hospital se torne, também, uma referência na área de transplantes. “Desde 2012, realizamos transplantes de medula óssea e, neste ano, conquistamos a autorização para realizar o de tecidos, uma conquista não somente para nossa unidade hospitalar, mas também, para a região Sul Fluminense. Investimos continuamente em melhorias, qualificação e tecnologia, para que possamos fazer a diferença na vida das pessoas. Como a do nosso primeiro paciente de transplante músculo-esquelético, histórias como essa nos motiva a trabalhar ainda mais para trazer o que há de melhor para nossa região”, destacou.

Nos próximos meses, há a expectativa da unidade receber autorização do MS para realizar transplantes de fígado, rins e córneas.

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