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Setembro Amarelo: Palestra sobre conscientização e prevenção ao suicídio

Saber ouvir, acolher, ser empático. Essas foram algumas características destacadas na palestra de conscientização pelo ‘Setembro Amarelo’, mês de prevenção ao suicídio, promovida pela Unimed Nova Iguaçu, no auditório da Associação Médica da região. Para conversar sobre o tema e tirar as dúvidas, participaram as psicólogas Adriana Iannelli do Núcleo de Atenção à Saúde, e Vanessa Gonçalves do Centro de Atendimento Multidisciplinar Unimed, além da voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV), Rosimery Silvestre. Conforme dados do DataSUS (julho 2022), nos últimos 20 anos os suicídios subiram de 7 mil para 14 mil, no Brasil, mais de um a cada hora, sem contar os não notificados. O número supera o de mortes por acidentes de moto no mesmo período.

As psicólogas Adriana Iannelli e Vanessa Gonçalves destacaram a importância de conseguir identificar os sinais de quem está com pensamentos suicidas ou com risco de cometer alguma violência contra si. “Nesses casos lidamos com dois quadros distintos: muitos chegam a manifestar o desejo de tirar a própria vida, porém tantos outros permanecem em silêncio. Entretanto, os sinais desse movimento estão presentes e, em diversas situações, são interpretados pela família ou amigos como malcriação e frescura”, contaram.

Os julgamentos e a falta de atenção levam ao suicídio. Rosimery Silvestre, voluntária a 15 anos do CVV falou sobre sua rotina no plantão desse serviço que apoia milhares de pessoas em todo o país há 60 anos. “A pandemia e a tecnologia afastaram as pessoas. As relações estão mais frias e distantes. A correria do dia a dia e as cobranças internas e da sociedade estão transformando os seres humanos em robôs. A sensibilidade e o olho no olho estão sendo substituídos por relações, pessoais e profissionais, automatizadas. Faz-se necessário reaprender a ouvir e acolher”, explicou.

A estudante de Psicologia, Stela Barbosa da Silva, ficou bastante satisfeita com as palestras apresentadas. “Várias informações me impactaram, como saber o número de suicídios no país. Infelizmente, vivenciei essa situação muito de perto com a sobrinha do meu marido, que se suicidou com apenas 17 anos. Conforme as palestrantes falaram, a gente precisa realmente dar ouvidos e a devida importância, principalmente, ao que os jovens dos dias de hoje. O evento foi muito enriquecedor para o meu conhecimento e a Unimed Nova Iguaçu precisa manter essa agenda de encontros gratuitos e abertos ao público. Gostei muito porque cada profissional trouxe uma contribuição a partir da sua experiência. A Unimed está de parabéns pela iniciativa”, disse a jovem.

Para o vice-presidente Jorge Luiz Andrade, promover eventos dessa natureza são fundamentais para todos os públicos. “Nossas iniciativas sempre abrangem os nossos colaboradores, beneficiários e a população de uma maneira geral. Isso ocorre porque entendemos a importância do papel que desempenhamos na sociedade. Nesses encontros os participantes têm a oportunidade de receberem informações assertivas ministradas por nossa equipe da área de saúde, assim como encontram um espaço para acolhimento, compartilhamento de experiências e esclarecimento de dúvidas”, observou.

Prestigiaram também do evento os coordenadores do Núcleo de Atenção à Saúde, Luiz Cláudio Mota e Renata Araújo do Centro de Atendimento Multidisciplinar Unimed.

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