Doação de órgãos beneficia sete pessoas


O Hospital Unimed Resende protagonizou, em 19 de junho, a primeira captação de órgãos da cidade, em 2021. Depois de autorizado pela família, uma paciente de 27 anos que teve morte cerebral confirmada, doou o fígado, os rins e as córneas. Uma equipe de profissionais do Programa Estadual de Transplantes chegou de helicóptero pela manhã e, após quase cinco horas de cirurgia, saíram levando esperança a, pelo menos, sete pacientes na fila de espera. A conclusão desse processo foi uma vitória em tempos de pandemia.

Segundo a coordenadora de enfermagem da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Daniela Silva, diversos exames são realizados nos potenciais doadores, entre eles o de Covid-19. Em caso positivo, os órgãos não podem ser doados. “Muitas das vezes os pacientes estão assintomáticos. Mas precisamos garantir a segurança principalmente para quem vai receber esses órgãos”, justificou. Segundo ela, desde o início da pandemia foram 15 potenciais doadores descartados por Covid positivo.
Essa é a segunda vez na história do Hospital Unimed Resende que o procedimento de doação de órgãos é finalizado. A primeira doação ocorreu, em 2017. Segundo o coordenador da UTI do HUR, Luiz Guilherme Andrade Gomes, apesar do processo ser gerenciado por equipe externa, a participação da unidade hospitalar é de grande importância, desde a fase de notificação. “A UTI tem papel fundamental desde o levantamento da suspeita de morte encefálica, passando pela confirmação desse diagnóstico através de todos os testes e exames, e na manutenção do potencial doador em condições adequadas para que ele possa passar pela cirurgia”.
Ao identificar um potencial doador, o hospital entra em contato com a OPO mais próxima e abre um protocolo. Todo o contato com a família é realizado pela equipe externa. De acordo com último levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, 43% das abordagens não obtêm sucesso. O principal motivo da negativa da família é a desinformação. Por isso, a recomendação é de que ainda em vida as pessoas manifestem esse desejo aos seus familiares.
Para doar órgãos como rins, coração, pulmão e fígado é preciso que o sangue ainda esteja circulando pelo organismo. Isso é possível com a ajuda de medicamentos e aparelhos. Outros órgãos como pele, osso e córneas podem ser doados com o coração já parado. No caso das córneas, é possível retirá-las até seis horas depois do falecimento.
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